Tudo começou em dezembro de 2002, era a final do campeonato brasileiro, e o meu, o seu, o nosso amado SANTOS F.C. decidiria o titulo com nosso maior rival, o furinghas. Semanas antes, o aparelho televisor de minha casa, irmãos, havia quebrado, escangalhado, por uma força maior, desconhecida até então por mim, um jovem adolescente de 12 anos, sem dinheiro em uma época de vacas magras, apelei ao bom e velho radinho de pilhas, para acompanhar meu time do coração em sua longa jornada pela maior conquista da história recente de nosso glorioso alvinegro praiano. E foi no meu radinho de pilhas, que guardo até hoje, que acompanhei a conquista da agremiação mais vitoriosa da história do futebol, o SANTOS FUTEBOL CLUBE.
Ali no quintal de casa, meu pai trabalhava pintando um armário, que mais tarde seria meu guarda roupas, acompanhei com o ouvido colado ao radinho amarelo, um dos momentos mais felizes da minha vida.
Foi com o radinho que ouvi o narrador acompanhar a jogada eternizada pelo nosso menino da vila, crioulo como o Rei, e malandro como só ele, oito pedaladas pra cima do volante furinghano, Rogério pedalada, como ficou conhecido depois de ter a honra de ter cometido o penalti em Robinho, o menino ali se mostrou um grande homem, colocou a bola embaixo do braço, ajeitou-a na marca de cal, aguardou o apito iluminado do arbitro, e então o momento de maior euforia, um gol de penalti que foi o mais bonito que eu ouvi na vida, ali soltei o meu radinho, e pulei como uma criança em dia de Cosme e Damião.
O final da história todos ja sabemos, esse trecho foi só pra explicar como começou o meu grande e verdadeiro amor pelo Santos, com esse alicerce construi minha história como torcedor, e como apaixonado por futebol.
Este blog destina-se a publicar algumas histórias de torcedor, e para comentar sobre essa religião, O SANTOS FUTEBOL CLUBE. Aleluia.
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